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Réplica à confissão de fraude de Veja |
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From: E Viveiros de Castro <eviveirosdecastro@ gmail.com> Date: 4 May 2010 10:01:44 GMT-03:00 To:
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br Subject: Réplica à confissão de fraude de Veja Aos Editores da revista Veja: Em resposta à mensagem que enviei à revista Veja no dia 01/05, denunciando a imputação fraudulenta de declarações que me é feita na matéria "A farra da antropologia oportunista" , o site Veja.com traz ontem uma resposta com o título "No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é". Ali, os responsáveis pela revista, ou pela resposta, ou, pelo jeito, por coisa nenhuma, reincidem na manipulação e na mentira; pior, confessam cinicamente que fabricaram a declaração a mim atribuída. |
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"No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é" |
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3 de maio de 2010 - O antropólogo Eduardo Viveiros de Castro enviou a VEJA uma carta - divulgada amplamente na internet - sobre a reportagem "A farra antropológica oportunista", publicada nesta edição da revista. Na carta, Viveiros de Castro diz: "(1) nunca tive qualquer espécie de contato com os responsáveis pela matéria; (2) não pronunciei em qualquer ocasião, ou publiquei em qualquer veículo, reflexão tão grotesca, no conteúdo como na forma". Sua primeira afirmação não condiz com a verdade. No início de março, VEJA fez contato com Viveiros de Castro por intermédio da assessoria de imprensa do Museu Nacional do Rio de Janeiro, onde ele trabalha. Por meio da assessoria, Viveiros de Castro recomendou a leitura de um artigo seu intitulado "No Brasil todo mundo é índio, exceto quem não é", que expressaria sua opinião de forma sistematizada e autorizou VEJA a usar o texto na reportagem de uma maneira sintética. |
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A farra da antropologia oportunista |
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Veja - | Leonardo Coutinho, Igor Paulin e Júlia de Medeiros
| Critérios frouxos para a delimitação de reservas indígenas e quilombos ajudam a engordar as contas de organizações não governamentais e diminuem ainda mais o território destinado aos brasileiros que querem produzir
| As dimensões continentais do Brasil costumam ser apontadas como um dos alicerces da prosperidade presente e futura do país. As vastidões férteis e inexploradas garantiriam a ampliação do agronegócio e do peso da nação no comércio mundial. Mas essas avaliações nunca levam em conta a parcela do território que não é nem será explorada, porque já foi demarcada para proteção ambiental ou de grupos específicos da população. Áreas de preservação ecológica, reservas indígenas e supostos antigos quilombos abarcam, hoje, 77,6% da extensão do Brasil. Se a conta incluir também os assentamentos de Reforma Agrária, as cidades, os portos, as estradas e outras obras de infraestrutura, o total alcança 90,6% do território nacional. Ou seja, as próximas gerações terão de se contentar em ocupar uma porção do tamanho de São Paulo e Minas Gerais. E esse naco poderá ficar ainda menor. O governo pretende criar outras 1 514 reservas e destinar mais 50 000 lotes para a Reforma Agrária. Juntos, eles consumirão uma área equivalente à de Pernambuco. A maior parte será entregue a índios e comunidades de remanescentes de quilombos. Com a intenção de proteger e preservar a cultura de povos nativos e expiar os pecados da escravatura, a legislação brasileira instaurou um rito sumário no processo de delimitação dessas áreas. | |
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02/05/2010 - 08:33 Ao Editores da revista Veja: Na matéria “A farra da antropologia oportunista” (Veja ano 43 nº 18, de 05/05/2010), seus autores colocam em minha boca a seguinte afirmação: “Não basta dizer que é índio para se transformar em um deles. Só é índio quem nasce, cresce e vive num ambiente cultural original” . Gostaria de saber quando e a quem eu disse isso, uma vez que (1) nunca tive qualquer espécie de contato com os responsáveis pela matéria; (2) não pronunciei em qualquer ocasião, ou publiquei em qualquer veículo, reflexão tão grotesca, no conteúdo como na forma. Na verdade, a frase a mim mentirosamente atribuída contradiz o espírito de todas declarações que já tive ocasião de fazer sobre o tema. Assim sendo, cabe perguntar o que mais existiria de “montado” ou de simplesmente inventado na matéria. A qual, se me permitem a opinião, achei repugnante. Grato pela atenção, Eduardo Viveiros de Castro Antropólogo – UFRJ Por Simone-rj A nova vítima é um dos cientistas mais respeitados da Antropologia: “Publicou inúmeros artigos e livros, considerados como importante contribuição para a antropologia brasileira e a etnologia americanista, entre eles: From the enemy’s point of view: humanity and divinity in an Amazonian society, Amazônia: etnologia e história indígena e A inconstância da alma selvagem e outros ensaios de antropologia. Lecionou na École des Hautes Études en Sciences Sociales, na Universidade de Chicago e na Universidade de Cambridge. Uma de suas mais significativas contribuições refere-se ao desenvolvimento do conceito de perspectivismo amazônico. Sobre ele, diz Claude Lévi-Strauss, seu colega e mentor: “Viveiros de Castro é o fundador de uma nova escola na antropologia. Com ele me sinto em completa harmonia intelectual”.[1] [Fonte:wikipedia]. Da Cosac Naify: “Antropólogo, nasceu em 1951, no Rio de Janeiro. Os índios yawalapíti foram tema de sua dissertação de mestrado, e os araweté, de sua tese de doutorado, ambas defendidas no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional (UFRJ), onde Viveiros de Castro é professor desde 1978. Lecionou na École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris), nas universidades de Chicago e Cambridge. Escreveu nas mais renomadas revistas acadêmicas, entre elas L’Homme e Mana. É considerado internacionalmente um dos principais estudiosos das etnias brasileiras. Publicou From the enemy’s point of view: humanity and divinity in an amazonian society, pela University of Chicago Press em 1992″. |
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Primeiro a matéria "A farra da antropologia oportunista" publicada no número 18 da Veja - Ano 43, de 5 de maio que por si só nos deixa embasbacados de como a imprensa anda vendida neste país, servindo a interesses que não os do povo e da democracia. Depois o Direito de Resposta publicado pelo antropólogo da UFRJ Eduardo Viveiros de Castro, citado indevidamente na irresponsável matéria. Acompanhe o debate e participe! |
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Ritual indígena marca as comemorações pelos 15 anos do Parque Atalaia |
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O Parque Municipal do Atalaia completou 15 anos na última terça-feira. A unidade de conservação foi criada em abril de 1995 com o objetivo de proteger a Mata Atlântica da região. Durante esse tempo, vem cumprindo muito bem com seu papel e o ecossistema está se fortalecendo mais a cada dia. Para presentear esse espaço, a Secretaria de Meio Ambiente, em parceria com o projeto Macaé Rio Sustentável e a Ong Amigos da Serra, sinalizou a trilha que leva até a primeira captação de água da Cedae. Utilizada para as ações de educação ambiental, o percurso com cerca de 1,5 km recebeu placas com informações que permitem ao visitante conhecer o Parque, sua história e o ecossistema de Mata Atlântica inserido na unidade de conservação. |
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